sexta-feira, setembro 30, 2005

Gostar de Woody Allen é coisa de gente deprimida I


"When I was in college, I cheated on my metaphysics exam, I looked inside my partner's soul."
Alvy Singer, em Annie Hall, de Woody Allen

Outros sítios


Mais fotos, aqui.

quinta-feira, setembro 29, 2005

Bomba Presidencial de Última Hora!!!

Ao que pudemos apurar, Fátima Felgueiras (co-mentora do projecto), Valentim Loureiro, Avelino Ferreira Torres, Isaltino Morais, Manuel Maria Carrilho, Ana e Gomes e Alberto João Jardim (co-mentor do projecto), entre outras personalidades menos mediáticas, têm vindo a manter reuniões secretas.

A formação da quadrilha já remonta ao mês de Março de 2005, quando Alberto João Jardim fez mais uma das suas viagens ao Brasil para ir buscar mais 6 criados para sua a mansão no Funchal (aos quais paga um rendimento mensal de 12,70 €) e para trazer mais umas quantas dúzias de bananeiras (para poder continuar a dizer aos ”estranjas” que a Madeira é uma ilha tropical...).

Alberto João estava num Spa carioca quando deu de caras com Fátima! Nunca se tinham conhecido pessoalmente, mas as semelhanças foram tantas, e sentiram uma empatia tão forte que acabaram por jantar e dormir juntos (os seus familiares que me perdoem esta parte, mas é a mais pura das verdades...). Criados do Hotel Oton Rio (onde o casalinho passou a 1ª noite de sexo escaldante) garantem que Fátima adormeceu a repetir várias vezes ao ouvido da sua nova cara-metade: “Promete-me que me amas para sempre e que nunca deixas de roubar o nosso povo nojento, fofo...”

Entretanto começaram a surgir os temas políticos e foi aí que Faty Fel e Jonhy Mad (como carinhosamente se tratam mutuamente) decidiram criar o movimento “Roubalheira XXI”, cujo slogan de apresentação é “vergonha é roubar e não poder carregar”. Este movimento, que ao dia de hoje, já conta com as restantes personalidades que enunciámos no início do texto, visa levar um dos seus mentores à Presidência da República!

Neste momento todos os filiados e apoiantes do movimento estão em formação nas instalações prisionais de Vale Judeus e Caxias (excepto os mentores e Avelino Ferreira Torres, que dispensaram a formação pois tiveram 17, 17,5 e 18,6 valores, respectivamente, no exame ad-hoc – Valentim Loureiro não dispensou porque deu 187 erros ortográficos no exame e Manuel Maria Carrilho também não dispensou, mas porque se recusou a cumprimentar o examinador). Daqui a sensivelmente 3 semanas o porta-voz do movimento, Ana Gomes, virá a público dar a conhecer o nome do candidato presidencial.

A seu tempo, e quando se justificar, novas informações serão aqui transmitidas.

JFR

Momento Zen:

Ver o candidato independente à Câmara de Gondomar, Valentim Loureiro, preventivamente à conquista de eleitorado para a sua candidatura à câmara em 2017, fazer campanha numa escola perante uma audiência de imberbes, exortando-os, sem pudor algum, a convencer os pais e avós, por entre gestos, mímicas, explicações de símbolos e cores e azul e amarelo e casinhas e cruzinhas, da utilidade do voto no major.
Golpe de misericórdia: depois dos aplausos das crianças visivelmente gratas pela explicação do boletim de voto remata com um “thank you very much”.
Melhor, infinitamente melhor, que a cena do roupão.

quarta-feira, setembro 28, 2005

Groundhog Day

Hoje:

- fui deixar o meu carro à oficina para a sua primeira revisão. Estava marcada para as 9 e fui atendido às 8:55. O funcionário que me atendeu foi competente, rápido e cortês. Não fez perguntas a mais nem a menos. Perguntou-me se queria que me lavassem o carro (não procurou usar expressões como “viatura” e “proceder à lavagem exterior” para me impressionar). No final, referiu, en passant, sem dar a entender que me estava a fazer o maior favor do mundo ou que esta era uma tentativa fraca de me fidelizar, que a lavagem seria de graça;

- vim de taxi para o escritório, pelo referido motivo. O taxista escolheu o caminho mais curto até lá. Não proferiu um único palavrão durante a viagem (que durou cerca de 20 minutos), nem sequer barafustou contra o mundo, contra o Governo ou contra os poderes instalados no universo futebolístico. Deixou passar três carros que não tinham prioridade à sua frente. Fez apenas uma travagem brusca: para deixar passar um peão numa passadeira (não, não era uma gaja boa). Respondeu ao meu “obrigado e bom dia” com um “bom dia e bom resto de semana.”

Se:

- tivesse que ir às Finanças esta tarde e fosse atendido por uma funcionária com um sorriso franco e bonito passados apenas 5 minutos (não vale a pena pedir mundos e fundos) e a minha situação fiscal fosse resolvida em igual período de tempo sem ter que recorrer a outra secção/serviço/departamento/repartição/órgão administrativo; e

- fosse sair e bebesse uns copos esta noite e, ao sair (a pé) do local em questão, passasse por uma “Operação Stop”, pedisse para fazer o teste do balão a título preventivo e recebesse uma resposta afirmativa por parte do agente de autoridade, para além de um “o senhor é realmente muito responsável, se fossem todos como você escusávamos de andar aí na ‘caça à multa’”,
então:
consideraria para sempre, sem dúvida, este dia como a minha jornada zen nacional, as minhas 24 horas numa pseudo-Escandinávia de clima mediterrânico, o meu Groundhog Day.

Comportamentos proibidos nos autocarros de Praga



Foto amadora gentilmente cedida por leitora.
Alvíssaras a quem descobrir qual é exactamente o comportamento proibido pelo terceiro símbolo.
Adenda: Não lança nenhuma luz sobre o que será que quer dizer o sinal do homenzinho agachado, mas convém ampliar a foto para atentar num pormenor do sinal que se assemelha a expulsão de gases. Esta é, a bem da reputação dos cidadãos de Praga, uma teoria perfeitamente refutável.

Lavabos com vista desafogada!


Isto é o chão da casa de banho de um artista...
Ele lembrou-se que seria divertido pregar umas partidas aos amigos quando estes o visitarem!

Imaginem, por isso, que estão numa festa animada, com alguns copos a mais e que têm de ir à casa de banho...

terça-feira, setembro 27, 2005

O País Relativo

Senhora ao volante de veículo transportando crianças faz manobra perigosa ao sair de uma paragem de autocarro, em flagrante desrespeito das regras da prioridade, quase chocando com autocarro. Segue-se conversa sui generis que serve, basicamente, de hermenêutica para o estado de coisas num país em que até fugir escapando a uma prisão preventiva com recurso a informações privilegiadas é relativo e pode ser sempre considerado ausência:
Motorista do autocarro (vociferando e espumando): A senhora não sabe que deve dar prioridade aos transportes públicos à saída de uma paragem de autocarro?
Motorista da carrinha cheia de criancinhas (em tom sobranceiro e supra-legis a fazer lembrar a outra que se chama Fátima): Sim. E depois?
Motorista de autocarro (entretanto com o autocarro parado e a interromper o trânsito e recorrendo ao insulto fácil ao governo): E depois????? A senhora não sabe nada sobre as regras de prioridade. Deve ter tirado a m##### da carta por correspondência. Mas a culpa não é sua, é do governo que a deixa conduzir carrinhas que transportam crianças.
Motorista da carrinha cheia de criancinhas (sentenciando e pondo, à boa maneira portuguesa da fuga para a frente, um ponto final na conversa) : Deixe-me em paz e vá à sua vida. Eu não tinha que lhe dar prioridade. A prioridade é relativa.
Pois. A fuga às autoridades, assim como o desrespeito das regras da prioridade ao volante de um veículo cheio de crianças a caminho da creche, é sempre relativa.

Evil bastards I just love to hate III (just want jack on that wall)



Os "coutroom movies" não costumam ser brilhantes, são quase sempre clichézada para desencantar grandes finais moralistas e andam pelo registo da interpretação convincente sem grandes momentos para a posteridade.
A Few Good Men é uma excepção.
Quando Judi Dench foi nomeada para o óscar por uns escassos minutos de interpretação pelo sofrível "Shakespeare in Love" ( sem falar no inexplicável óscar da Gwineth-andei-com-os-gajos-mais-giros-de-Hollywood-e-arredores Paltrow), houve alguma surpresa.
Se houvesse um óscar para melhores dez minutos de interpretação deveria ir, isso sim, para o extraordinário Jack Nicholson a dar um arraial de pancada ao Tom Cruise no banco das testemunhas.
Os meus evil bastards preferidos dão tais arraiais de pancada aos bonzinhos que até dá gosto ver. Eclipsam-nos da tela e deixam que todas as empatias fiquem com quem não as merece.
Kevin Spacey serial-killer pregador como John doe no Seven, Marlon Branco amante castrador e sem escrupulos no ''Ultimo Tango em Paris", também Jack Nincholson como Joker no único Batman que vale a pena, Anthony Hopkins como Hannibal Lecter ou Clive- twisted-to-the-bones Owen em Closer.
Por isto, pelo que a seguir transcrevo, revejo sempre o filme naqueles sábados e domingos indolentes de repetição ad nauseam daqueles filmes que todos já vimos pelo menos uma vez.

Jack Nicholson (Col. Jessup): Son, we live in a world that has walls, and those walls have to be guarded by men with guns. Whose gonna do it? You? You, Lt. Weinburg? I have more responsibility here than you could possibly fathom. You weep for Santiago, and you curse the marines. You have that luxury. You have the luxury of not knowing what I know. That Santiago's death, while tragic, probably saved lives. And that my existence, while grotesque and incomprehensible to you, saves lives. I know deep down in places you dont talk about at parties, you don't want me on that wall, you need me on that wall. We use words like honor, code, loyalty. We use these words as the backbone of a life spent defending something. You use them as a punchline. I have neither the time nor the inclination to explain myself to a man who rises and sleeps under the blanket of the very freedom I provide, then question the manner in which I provide it. I prefer you said thank you, and went on your way, Otherwise, I suggest you pick up a weapon, and stand to post. Either way, I don't give a damn what you think you are entitled to!

Derby






Dos muitos confrontos de que reza a história dos homens, o mais grandioso de todos nunca chegou a existir. Melhor dizendo, a terminar... Precisamente 500 anos antes da Juventus de Turim e o AC Milan disputarem a final da Liga dos Campões em 2003, houve outro confronto de verdadeiros titãs italianos.

Em 1503 Leonardo Da Vinci é um cinquentão, curioso pela vida, consumido pela ânsia de conhecimento, capaz de ser pintor e patologista, botânico e escultor, cientista e arquitecto. Um visionário que antecipa os aviões e interpreta os fósseis. Já pintou a Virgem dos Rochedos e Última Ceia. Está de regresso a Florença, a signoria propõe-lhe pintar frescos numa das duas paredes da Sala do Cinquecento do Palazzo Vecchio. Da outra parede fica encarregado um jovem escultor chamado Michaelangelo Buonarroti... Esteve em Roma e tinha já esculpido a Pietá e David.

Leonardo e Michaelangelo tinham relações ásperas e a vizinhança não as melhorou. O Gonfaloniere deseja celebrar as duas vitórias militares da República de Florença. Leonardo escolhe a de Anghiari contra o exército de Milão, Michaelangelo a de Cascina. Nenhum dos dois consegue terminar a obra. Leonardo paga caro um nova técnica de pintura e o uso de óleo de linho. Michaelangelo é chamado pelo Papa Júlio II a Roma, para já não voltar.

Depois Leonardo ainda pintaria o retrato da mulher de um tal de Francesco del Giocondo. Michaelangelo pintaria os seus próximos frescos no tecto da Capela Sistina.

Tudo se perdeu? Não! O momento em que Leonordo e Michaelangelo estiveram costas com costas na sala do Cinquecento, marcou o zénite do Renascimento e quem sabe da própria Arte. Talvez o mundo ainda não estivesse preparado para o que eles iriam criar e entregar...

Jurídicamente incorrecto

Se dois advogados, um baixo, mas gordo e outro alto, mas magro forem atirados da Torre de Pisa, qual irá provavelmente estatelar-se mais rapidamente no solo?

Resposta... Who cares!?!?

segunda-feira, setembro 26, 2005

O Regresso do Eixo de Mal

Num programa já sem o Pedro Mexia (logo menos "fascista"), mas com a repescagem do ex-barnabita Daniel, ouviram-se as seguintes expressões, sobre o "Regime de Abril", i.e., o que temos hoje...

Clara Ferreira Alves:"O povo é nojento"
Nuno Júdice: "O país está podre"
Daniel Oliveira: "A democracia tem que ter limites"

Calma meus caros!! Percebo que a Felgueiras e o Avelino vos ponham os cabelos em pé, mas nem eu fui tão longe...

Pergunta do fim de semana, ao PM:

Se o grande trunfo de Soares é conseguir unir os portugueses, porque é que nem sequer consegue unir os socialistas?

sexta-feira, setembro 23, 2005

Evil bastards I just love to hate II


Eric Cartman, de South Park.

Cartman: I would never let a woman kick my ass. If she tried something, I'd be like, HEY! You get your bitch ass back in the kitchen and make me some pie!
Mr. Garrison: Who was in charge of the feminist movement of the early '60's?
Cartman: A bunch of fat old skanks on their periods.

Rigor oblige: Não é arguida, é doutora. Não fugiu, ausentou-se.

«Quanto à fuga à justiça, a juíza também é clara. Em nenhum momento se fala de evasão, mantendo-se até o local onde Fátima Felgueiras se encontrava como uma mera hipótese. " A Dra. Fátima Felgueiras encontrava-se ausente, alegadamente, para o Brasil, inviabilizando a execução da medida", afirma a juíza. »
in Jornal Público de 23/09

(destaques nossos)

Evil bastards I just love to hate I


Melvin Udall/Jack Nicholson, (no filme "As Good as it Gets", maníaco-depressivo, homofóbico, racista, politicamente incorrecto por vocação, escritor anti-social), respondendo à pergunta de uma fã que se questionava sobre como poderia ele, sendo homem, descrever tão bem as mulheres nos seus livros:
"I think of a man, then I take away the reazon and accountability."

quarta-feira, setembro 21, 2005

Células totipotentes e conversas totipolíticas I

Conversa totipolítica sobre a violência no boxe:

- O boxe é um desporto extraordinário.
- Não é desporto, é violência, bruta, animal.
- É um desporto violento.
- Isso é uma contradição nos termos. Desporto e violência são antónimos.
- E a função social? E os miúdos dos ghettos que são tirados das ruas e canalizam as suas energias para a causa mais nobre e não susceptível de enquadramento penal que é dar murros no ringue.
- Sim, a causa mais nobre de ficarem com os miolos feitos em água para o resto da tua vida.
- Como sempre, esse teu paternalismo de esquerda que não te abandona.

Nota da Autora:
Totipotentes são aquelas células que são capazes de diferenciarem-se em todos os 216 tecidos que formam o corpo humano, incluindo a placenta e anexos embrionários.
Conversas Totipolíticas são aquelas conversas que são capazes de diferenciarem-se, sem que nada o faça anunciar, em ataques com recurso a cerca de 216 chavões políticos, incluindo o paternalismo de esquerda, a superioridade moral da esquerda e o anti-americanismo primário.

Quando lhe perguntavam...

Porque é que não militava em nenhum partido se gostava tanto de política, porque é que era ateu se até era baptizado, porque é que o escotismo lhe dava arrepios e provocava esgares de nojo se apreciava tanto o convívio com a natureza e a camaradagem, e porque é que era fervorosamente solteiro se gostava tanto de mulheres, ele invariavelmente respondia:

“The... the other important joke, for me, is one that's usually attributed to Groucho Marx; but, I think it appears originally in Freud's "Wit and Its Relation to the Unconscious," and it goes like this - I'm paraphrasing - um, "I would never want to belong to any club that would have someone like me for a member." That's the key joke of my adult life, in terms of my relationships with women.”

Alvy Singer em “Annie Hall”, de Woody Allen

terça-feira, setembro 20, 2005

Agora é ver o número de page views a subir...

... para termos a confirmação que só os tarados e os leitores da TV Guia é que lêem este blog.

Esclarecimentos

Caro AMJ, folgo em saber que, apesar de longe, te preocupas com os desígnios da TV em Portugal e, nomeadamente, com a qualidade das suas funcionárias... Mas é com pesar que te digo que nem isso vale a pena!
Cara INF, só uma precisão: geralmente a "bolinha" é no canto superior direito.

Dúvida:

Ao menos a psicóloga é boa?

Isto não é "O Meu Pipi" e não vai ser livro...

Mas por uns tempos imaginem que está uma bolinha no canto superior esquerdo.

(Pretenso) Sexualismo Científico II

Não posso deixar passar em branco o comentário de LTN ao “ABsEXO”, o novo programa das segundas-feiras à noite na TVI.

A estreia não podia ser pior. Lastimável.

A apresentadora, se a nível técnico-científico ainda se possa discutir se tem valências ou não, de apresentadora nada tem, muito menos para fazer um directo. Desde logo pelo facto de se sentir pouquíssimo à vontade para abordar aqueles temas e utilizar certo tipo de expressões...

Não vou tão longe como LTN ao ponto de dizer que o sexo não deve ser tratado de forma científica, mas pelo menos uma certeza tenho: do modo como foi tratado naquele programa não deve, nem pode! Aliás, a abordagem de cientifica teve pouco, pois aqueles 50 minutos de televisão mais pareciam aulas de iniciação sexual de 5ª categoria.

Senão vejamos.

A certa altura, a Dr.ª Crawford, sexóloga apresentadora, mostra um esboço da parte mais íntima de uma senhora, que como LTN já referiu tinha uma floresta abundante, desde o umbigo até à parte de dentro das ancas, se me faço explicar (que me desculpem os mais sensíveis...). De seguida a Sr.ª Dr.ª tentou ensinar aos portugueses (e a algumas portuguesas, cálculo) a técnica do bem fazer um cunilingus. Começou por referir que a mulher gostava de ser tocada “por todo o lado, incluindo as mamas e isso tudo” (?), acabando, entre outras pérolas, referindo que “durante o cunilingus a mulher deve ser estimulada com o dedo – enquanto exemplificava com o dedo do meio, aquele da asneira feia – não no movimento tira e fora, mas antes no movimento badalo”. Claro está que a esta hora todo o público fazia uma esforço enorme para não rir loucamente, enquanto que os atentos espectadores, como eu, esperavam pela próxima brejeirice da noite.

De seguida foram exibidas entrevistas de rua, que mostraram que em 15 entrevistados, 13 não sabiam o que era um cunilingus e que a resposta de uma Sr.ª que aparentava uns 50 / 60 anos foi: “posso falar em português? Cunilingus é lamber a c***, não é? Se for, gosto muito!!”

Needless to say more.

JFR

Sexualismo Científico

Fui surpreendido por um programa da TVI ontem à noite. Sim, sei que esta frase é redundante... Uma suposta psicóloga, sem jeito nenhum para fazer televisão, explicava à mentes inconscientes "dos portugueses" os mais sórdidos pormenores da relação sexual.

Vi como a Sra. explicava a forma como a lavagem da vulva de ser feita de frente para trás para não infectar a primeira com as bactérias do anús, como uma senhora de Beja ficou a saber que que alternando sexo anal com vaginal podia ficar infecta das ditas bactérias, como um "jovem" da margem sul questionava a apresentadora sobre as vantagens de uma terceira pessoa na relação que começava a ficar monótona.

O momento alto foi quando uma actriz falhada foi tentar fazer render o seu novo livro de poemas e contos eróticos que segundo ela está "à espera de edição", depois de um thrailler do seu último filme em que a dita menina é comida violentamente por trás, contra umas grades. O Marques de Sade que se cuide...

Por mais que tentassem fazer um cara séria, nem a apresentadora, nem o público conseguiam evitar o risinho púdico em cada tema. O sexo não é para ser tratado de forma científica. Ainda por cima no esquema que apresentaram da vulva, logo haviam de arranjar um farfalhuda que nem estava rapada.

Já tive mais tesão a ver o National Geographic!

segunda-feira, setembro 19, 2005

Estou maravilhado!

Não sei se devia estar maravilhado ou não, no que respeita a recursos energéticos e efectiva utilidade desta estação na diminuição da óleo-dependência portuguesa estou tão bem informado como quanto à vida sexual das alforrecas.
Mas independentemente da minha ignorância - muitos confrades blogoesfericos podem considerar-me idealista e ingénuo - acho sinceramente que o caminho é por aqui...
P.S. - Tinha que ser a maior do mundo, em Portugal não se fazem as coisas por menos!

Muito obrigado LTN

Fizeste jus ao teu nome.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Lei da Termodinâmica (ou prognóstico de um sábado em cheio...)


Pelas leis da termodinâmica sabemos que 1 Kcal é a energia necessária para aquecer 1g de água em 1ºC. Não é necessário ser nenhum génio para calcular que se um ser humano beber um copo (200ml) de água gelada a 0°C usará 200 Kcal para aquecer essa água 1°C.

Para haver o equilíbrio térmico com a temperatura corporal, são necessárias, então, aproximadamente 7.400 Kcal para que estes 200g de água alcancem os 37° C da temperatura corporal (200 Kcal x 37°C).

Então, esta é a quantidade de energia necessária para manter a temperatura do nosso corpo a 37° C. A termodinâmica não nos deixa mentir sobre esta dedução!

Assim, se uma pessoa beber uma caneca de cerveja (aproximadamente 400ml à temperatura de 0°C), ela perde aproximadamente 14.800 Kcal (400g x 37°C).

Não podemos esquecer de descontar as calorias da cerveja (aproximadamente 380 Kcal em 400ml cerveja). Portanto, observa-se que um indivíduo perde aproximadamente 14.420 Kcal com a ingestão de um único copo de cerveja bem gelada.

Obviamente quanto mais gelada for a cerveja maior será a perda calórica!

Fica claro que beber cerveja gelada é muito mais eficaz do que andar de bicicleta 2h30 minutos, correr 2h00 minutos, ou manter relações sexuais durante 1h30, actividades que queimam aproximadamente 2800 Kcal, tendo em conta os tempos referidos. Já se a cerveja estiver morta...

Amigos, emagrecer é muito simples, basta beber cerveja bem gelada, em grandes quantidades e deixarmos a termodinâmica cuidar do resto!

JFR

Ps 1: Este texto é especialmente dedicado aos meus grandes amigos INF e FPB e ainda à minha namorada CBF, grandes amantes de cerveja!
Ps 2: For the avoidance of doubt, esclareça-se que não foi minha intenção estabelecer qualquer relação de alternância entre beber cerveja e quaisquer das actividades descritas no penútilmo parágrafo deste post!

Outros teoremas: a minha escolha do mês...

Ou porque, cansada de ver os advogados e profissionais do foro retratados da pior forma nos filmes (os advogados são quase sempre sacanas, espertalhões, criaturas insípidas, sexualmente frsutradas e sem escrúpulos e os primeiros a serem comidos pelos dinossauros, tubarões ou alienigenas) na literatura (Shakespeare não faz a coisa por menos e põe um dos seus personagens a dizer "the first thing we do, kill all the lawyers" ), nas anedotas ao estilo "o que são mil advogados acorrentados no fundo do mar? - um bom começo!...gostei mesmo muito de ler isto, apesar de achar que o Bruno só estava a ilidir a presunção...

quinta-feira, setembro 15, 2005

O sábado dos grunhos

Sem links para o covil (covis) das bestas, porque isto não é tempo de antena, cá vai, 'cause I just need to say it!
Uma das já costumeiras (o facto de esta ser a segunda em tão curto espaço de tempo já me deixa os nervos em frangalhos) manifestações dos descerebrados da extrema direita vai ter lugar no próximo sábado.
Desta feita não vai ser, embora todas o sejam residualmente, uma manifestação racista, mas uma manifestação homofóbica.
Esta gentalha (perdoem-me a compulsão para o insulto) que, como todas as pessoas más, infelizes e ignorantes, tem especial tendência para aglutinar todo e qualquer tipo de preconceitos (racistas, homofóbicos, anti-semitas, sexistas) decidiu agora preocupar-se com um programa televisivo onde um grupo de homens gays muda a imagem de um homem hetero.
(Diga-se, a propósito, que o que está aqui em causa, ao contrário do já ouvi muito boa gente com pouquissimo ar grunho dizer, não é a imagem da comunidade gay, nem tão pouco o aumentar de preconceitos já latentes em machos sensíveis. Para aqueles que acham a virilidade é uma porra (pardon my french) de uma instituição e vêm agora deitar as mãos à cabeça porque, coitadinhos dos gays, vão ter a imagem danificada por se fazer um programa de televisão de gosto duvidoso, duvidoso sim, mas como tantos outros do género, fica a dica: ninguém se torna militantemente homofóbico por ver homens com ar efeminado na televisão; quem comenta e diz à "Maria para ir buscar a cerveja que já está a dar a "panascada" fá-lo-ia com ou sem programa da sic, à hora do almoço com os amigalhaços enquanto manda a piadola homofóbica do costume, sem necessidade de quaisquer intervenções de nenhum esquadrão gay ou de outro tipo. Da mesma forma que nenhum skinhead se redime por ver o american history X. Da mesma forma que ninguém se torna racista por ver programas sobre a vida do hitler e a solução final. Desenganem-se. Quem sabe diferenciar sabê-lo-á sempre e não fará interpretações extensivas bacocas. Até porque é perfeitamente irrelevante para a análise do carácter de alguém o ser-se mais ou menos efeminado. Ou pintar o cabelo de cor de rosa. Ou usar correntes. Em liberdade cada um se exprime como entender, por mais que a parada gay e o esquadrão gay belisquem a instituição da virilidade. Não olhem. Desliguem a televisão. Whatever!)
Voltando aos grunhos cujas descebradas cabeças se vão juntar no sábado em mais um festim de alarvidades e cujo partido âncora só ainda não foi considerado inconstitucional por pura inércia, concordo com o Boss, são poucos (embora secundados nas suas opiniões por muita gente) e só querem é ser entrevistados pelos jornalistas enquanto vomitam impropérios.
Quando falamos de extrema-direita em Portugal nunca devemos esquecer que falamos apenas de meia dúzia de grunhos, não mais. Tão só meia dúzia que nem foram capazes nunca de reunir assinaturas suficientes para criarem o seu próprio partido, tiveram que invadir um outro moribundo, e apropriarem-se dele. Este cenário é comum a outros países, onde a extrema-direita é não só residual, como completamente marginalizada pela comunicação social e opinião pública, e quase sempre associada a actividades criminosas. No entanto sabemos que muitas das suas reivindicações-bandeira são apoiadas por percentagens não desprezáveis da população, percentagens essas que correspondem ao seu potencial de crescimento. Para o mesmo se verificar a extrema-direita necessita apenas de uma coisa: visibilidade.
O facto é que cada vez que me tento convencer de que são poucos e irrelevantes, há duas coisas que me perturbam seriamente: o PNR como partido elegível e uma desgraçada noite no Bairro Alto há alguns anos atrás.

Este blogue não pode feder!

AMJ! Já te fiz a vontade!

Triagem

Caríssimos Pitagóricos,

Agradecia que alguém (que perceba mais do que eu desta treta dos links no template) retire o Gato Fedorento da nossa lista. O critério não é qualitativo, se assim fosse íamos todos andar à pedrada, já que gostos, à semelhança do que dizia o outro quanto aos chapéus, há muitos.
O que eu não consigo é descortinar a razão para um blog que é usado tão-somente como agenda publicitária e ainda por cima desactualizada estar na nossa lista de links!!?!
Já tinha chamado a atenção para esta trampa aqui, mas entrentanto passou-se-me. Agora passei-me.
Se já não percebia na altura, percebo muito menos agora...
É perguiça (única opção manifestamente válida)? É chique? Está na moda? Eles pagam? Nós pagamos e eles põem mensagens subliminares nos sketches para a malta ler o Teorema (esta também era gira)?

Dêem-me lá uma razão para este Fedor ou então... sei lá, hei-de pensar em alguma coisa!
E não, não é perseguição. É rigor!
Por falar nisso, já sei qual o protesto... a partir de agora todos os meus posts vão ter em qualquer lado a expressão "Rigor contra o Fedor!" (neste já tá!)

LTN no limbo...

Triiiiiiiiim

LTN: Bom dia. É do Conselho Distrital de Lisboa?
CDL: Sim
LTN: Gostava de comunicar uma alteração de morada.
CDL: É estagiário ou advogado?
LTN: Já passei no exame de agragação por isso acho que advogado.
CDL: Então tem que se dirigir ao Conselho Geral:

Triiiiiiim

LTN. Bom dia é do Conselho Geral?
CG: Sim
LTN: Gostava de comunicar uma alteração de morada.
CG: É advogado ou estagiário.
LTN: No CDL disseram-me que era advogado.
CG: Mas já se inscreveu como advogado?
LTN: Não. Já posso fazê-lo?
CG: Ainda não.
LTN: Então a quem comunico a alteração de morada?
CG: Ao Conselho Distrital de Lisboa.
LTN: Obrigado

Triiiiiiiiim

LTN: Bom dia, outra vez. Do CG mandaram-me para aqui.
CDL: Mas o Sr. Dr. já não é estagiário.
LTN: Então a quem comunico a alteração de morada?
CDL: Pode ligar amanhã? A minha colega já saiu.
LTN: OK. Obrigado.

Moral da história: Mandem as cartas para onde quiserem, estou-me nas tintas.

Leitura recomendada ou o egoísmo dos aficcionados do "bling bling" aplicado

quarta-feira, setembro 14, 2005

It's all about the penguins!


Desenganem-se os que pensam que todos os argumentos, statements, e chavões sobre as tidas como questões fracturantes da sociedade se esgotavam no mundo humano.
A julgar pelo que passarei a descrever as achas para a fogueira vêm agora do mundo animal.
Mais concretamente, dos pinguins.
Tenho alguma relutância em falar sobre filmes que nunca vi. Aliás, toda a relutância, por ser uma contradição óbvia nos termos. Mas, neste caso, o filme é um documentário e um documentário da National Geographic sobre os pinguins. “The March of the penguins”. Narrado por Morgan Freeman.
É desculpável falar-se, não em termos analíticos, mas em jeito de "promo" de um filme que nunca se viu quando a ideia é aguçar os apetites. E toda a gente sabe que não há nada como reacções polémicas em cadeia para encher salas de cinema. (O Nine Songs é um bom exemplo disso.) Mesmo que seja para ver um documentário sobre pinguins.
E porque é que um filme sobre umas aves esquisitas que não voam e vivem no gelo tem potencial para polémica?
“Each winter, alone in the pitiless ice deserts of Antarctica, deep in the most inhospitable terrain on Earth, a truly remarkable journey takes place as it has done for millennia. Emperor penguins in their thousands abandon the deep blue security of their ocean home and clamber onto the frozen ice to begin their long journey into a region so bleak, so extreme, it supports no other wildlife at this time of year. In single file, the penguins march blinded by blizzards, buffeted by gale force winds. Resolute, indomitable, driven by the overpowering urge to reproduce, to assure the survival of the species.
Guided by instinct, by the otherworldly radiance of the Southern Cross, they head unerringly for their traditional breeding ground where - after a ritual courtship of intricate dances and delicate maneuvering, accompanied by a cacophony of ecstatic song - they will pair off into monogamous couples and mate.”
In http://wip.warnerbros.com/marchofthepenguins, sinapse.
Aparentemente nada.
Pois, é um filme sobre pinguins. Mas é também a nova coqueluche dos americanos conservadores e republicanos. Romarias para ir ver o filme. Grupos cristãos a dizerem que o filme é a melhor coisa do mundo. Enfim, o segundo documentário mais visto nos EUA a seguir ao Fahrenheit 9/11 do Michael Moore. E tudo porquê? Aparentemente, os pinguins e a sua vida no gelo são um exemplo para qualquer cristão que se preze.
Senão vejamos, Richard Lowry, editor do National Review e citado no New York Times ,exortando os jovens conservadores num encontro : "You have to check out 'March of the Penguins.' It is an amazing movie. And I have to say, penguins are the really ideal example of monogamy. These things - the dedication of these birds is just amazing."
E Richard A. Blake, também citado no NYT, "You get a sense of these animals - following their natural instincts - are really exercising virtue that for humans would be quite admirable. I could see it as a statement on monogamy or condemnation of gay marriage or whatever the current agenda is."
Eis que, bicho preto e branco por bicho preto e branco sempre fui mais miúda de pandas, mas isto tenho que ver.

Um "e se fosse"...

Há dois anos que ando nesta dança dos blogues.

Escrevo todos os dias "ao sabor da pena" (Se contarem a alguém que citei Margarida Rebelo Pinto nunca mais vos falo).

Às vezes penso que seriam muito melhores os meus textos se tivesse uma crónica num semanário e me dessem 7 dias para a escrever.

Depois olho-me ao espelho e sorrio. Conheço-me bem. Se me dessem 7 dias para escrever, eu sei que escreveria todos os textos na véspera do prazo e à pressa.

terça-feira, setembro 13, 2005

Sobre o luto, Deus e as calças apertadas

"Abandonou o vestuário normal e entrou no vestuário para a tristeza. Tens vestuário para a sedução, vestuário para a primeira conversa acerca de um investimento importante, vestuário para o pudor, vestuário para a exibição, vestuário para a filosofia (os monges usam fatos largos para se esquecerem do corpo e se lembrarem de Deus.)
Escolhe a roupa certa se te queres lembrar de Deus. Escolhe a roupa certa se te queres esquecer de Deus.
As calças apertadas também fazem esquecer a filosofia. Se queres escrever ideias interessantes não o tentes com as calças demasiadas apertadas (recomendado por Umberto.)
Todo o funcionamento do cérebro depende da camisa que decides vestir.
Preocupa-te também com as cores. Há certas cores que as pessoas mimimamente inteligentes nunca vestem. Se querem pensar."
Do sublime Gonçalo M. Tavares, A Perna Esquerda de Paris

Eu estou é irritada porque, se fosse eu, também não era recebida em Belém...

Será possível, não se sendo um candidato do aparelho, sem candidatura proclamada com requintes de volta sebastianista ou congeminada nas antecâmaras de um partido, a candidatura à Presidência da República?
Os candidatos dos aparelhos partidários têm a vida mais facilitada?
Isto, " A PARTICIPAÇÃO DIRECTA E ACTIVA DE HOMENS E MULHERES NA VIDA POLÍTICA CONSTITUI CONDIÇÃO E INSTRUMENTO FUNDAMENTAL DE CONSOLIDAÇÃO DO SISTEMA DEMOCRÁTICO, DEVENDO A LEI PROMOVER A IGUALDADE NO EXERCÍCIO DOS DIREITOS CÍVICOS E POLÍTICOS E A NÃO DISCRIMINAÇÃO EM FUNÇÃO DO SEXO NO ACESSO A CARGOS POLÍTICOS" é ficção??????
Letra morta? Um excerto de um argumento das produções ficticias? O sub-título do novo livro do Saramago?
"O PODER POLÍTICO PERTENCE AO POVO E É EXERCIDO NOS TERMOS DA CONSTITUIÇÃO" ou o poder político pertence aos barões dos partidos que decidem quem deve ser o nosso próximo garante do regular funcionamento das instituições democráticas e que, por conseguinte, pode ser recebido pelo Presidente da República?
Os artigos citados da obra de ficção (em breve em cena, depois do sucesso do Ensaio sobre a Cegueira, no Teatro da Santa Trindade Compadrio, Caciquismo e Cabotinice) "Constituição da República Portuguesa" são: o artigo 108º (futura cena 4 acto III) e o artigo 109º (futura cena 5 Acto IV).

Ontem...



Desiludido pela derrota do já velhinho Agassi contra o invencível relógio suiço Federer no domingo...



Fui ver a vitória do já velhinho Jimmy J. Bradock contra o invencível Max Bear.

Citando David Caradine "You know I´m all about old school!"

segunda-feira, setembro 12, 2005

Sondagens

O Acidental resolveu fazer uma sondagem com a seguinte pergunta: "Se as eleições autárquicas em Lisboa fossem hoje em quem votaria?"
Na minha modesta opinião o que o Acidental pertende realmente saber é a filiação partidária dos seus leitores, mas confesso que me agrada a ideia de Maria José Nogueira Pinto ter mais votos que Sá Fernandes e Carrilho juntos!
Já que estamos numa de perguntar alhos para responder bogalhos, proponho nova sondagem:
"Qual dos convidados acidentais deveria candidatar-se à Presidência da República?"
Pelo menos ficaríamos a saber os índices de popularidade...

LTNMeister

Representei dignamente o Teorema no casamento do GMM.

Take my word for it, ainda que a Serra de Sintra seja linda nesta altura, o repasto estivesse divinal ou se case um amigo, que é quase irmão... As melhores recordações são sempre as damas de honor.

In the Shadow of no towers




















Comic artist Art Spiegelman ("Maus," "Raw" magazine) takes readers into the life and thoughts of an artist struggling with the aftermath of September 11.

Recomendo vivamente

domingo, setembro 11, 2005

Porque um blog também serve para isto

Parabéns Catarina e Gonçalo! (o nosso GMM)
Felicidades.

sexta-feira, setembro 09, 2005

Desperate Blog Husbands

Dedicado à fabulosa amiga e companheira, que adoramos mais que tudo...

ACT I

INF: Seus Grunhos! Shame on you!

Teorema: Ai! O que é que foi agora?

INF: O que foi é que és um bronco, um bruto e um insensível. Não te importas com os meus sentimentos, nem com os dos leitores!

Teorema: Mas... mas...

INF: Nem "mas", nem meio "mas". Por mais que tente não te consigo fazer-te ter um bocadinho mais de chá. Podre!

Teorema: Mas eu respeito-te! Nós adoramos-te!

INF: As if...

Teorema: Mas isso quer dizer que...

INF: Não sei Teorema... Preciso de um tempo para pensar.

Teorema: Vais sair de nossa casa.

INF: Vou ficar uns tempos em casa da Lux e da diane. Tenho que pensar em nós. Dá-me espaço.

Teorema: E voltas?

INF: Não sei...

Teorema: Volta. Nunca conheci uma blogger como tu. És tudo para mim. Sem ti nada mais faz sentido.

INF: Não compliques as coisas Teorema. Eu agora preciso de estar só uns tempos...

(Cuidado malta! Homens e mulheres! Estas coisas já chegaram à blogosfera...)

Há Mar e Mar, Há Ir e Voltar

Não sei se por respeito à pátria, não sei por respeito ao futebol, a verdade é que mais ninguém postou a seguir ao LTN ter descrito parte da composição da nossa selecção nacional.

Pensando melhor, acho que a falta de produção literária do Teorema nos últimos 3 dias é um reflexo da sabática (acho lindo os termos chic que INF tem por hábito arranjar para contornar o que verdadeiramente quer dizer: neste caso sabática é = a preguiça...). Ora, tal qual cavalheiros, os 4 restantes Pitagóricos, decidiram acompanhar INF na sua (até me custa a escrever!!) sabática.

Mas não pensem que esta paragem momentânea de INF não tem significado, porque tem! INF é muito esperta (tem um Q.I. quase igual ao da maionese) e calculista, nada faz sem pensar... O que ela verdadeiramente quer é que chamem por ela, que os fãs lhe implorem para voltar. Por isso, eu como amigo de longa data da nossa quota feminina de mulheres no Teorema, vos peço que deixem um comment ou dois nos últimos textos da sua autoria a pedir que volte!

Aliás, se assim não fosse, INF não estaria já a preparar o seu regresso triunfal. Sei por fonte segura que pediu 10 dias de férias no escritório e um adiantamento de 2.000 € a título de honorários e que se encontra fechada há mais de 8 dias, no seu quarto, rodeada de coca-cola, pizzas, chocolates, restos de embalagens do Kentucky Fried Chicken e do Mc’Donalds, a ver uma média de 9 filmes por dia, altamente alternativos (nem outra coisa se esperaria de INF, a última vez que pisou o chão de uma cinema para leigos, no El Corte Inglés, ficou cheia de urticária...). Sei ainda que, inclusivamente, já passou a barreira dos três dígitos na balança! E isto tudo para voltar em breve, qual Dom Sebastião misteriosamente desaparecido, cheia de coisas novas para abrilhantar o Teorema e deixar de boca aberta os 16.500 cibernautas que a lêem por dia.
Por isso, a bem da sua saúde física e psíquica, apressem o regresso de INF!!
JFR
Ps: Quem não vai ficar bem de saúde sou eu, depois de INF descobrir que eu contei "toda a verdade".

segunda-feira, setembro 05, 2005

Nunca a selecção foi tão nacional!


Temos o Ricardo, rapaz do Montijo que gosta de touros, temos o Paulo Ferreira menino da Linha da Cascais e o Nuno Valente puto de Chelas, temos o perfume africano do Boa Morte e do Jorge Andrade, temos a força das gentes do norte no Ricardo Carvalho e no Postiga, temos o Algarve com o João Moutinho e o Figo descende de família alentejana, temos o Pauleta dos Açores e o Cristiano Ronaldo da Madeira, temos o transmontano Simão de Sabrosa, o minhoto Tiago e o luso-brasileiro Deco e temos o Petit que nasceu nas comunidades emigrantes.

Esta selecção não é só a melhor de sempre é maior de sempre!

Alguém sabe?

O que é que é um táxi social gratuito para idosos?

sexta-feira, setembro 02, 2005

Vou ficar apenas olhando...























(Egon Schiele)

Por uns dias.
Au revoir.

quinta-feira, setembro 01, 2005

The rape of democracy IV

No fundo não se travou uma guerra colonial, mas uma guerra civil em que duas visões do mundo se opunham. Um guerra em que os portuguesas participaram entre 1961 e 1974 e da qual sairiam a meio. Os que lutaram ou dialogaram pelos portugueses foram nos últimos 30 anos alvo das mais bárbaras atrocidades e extermínios.

Os chamados libertadores mergulharam esses países na guerra total, trocaram a administração portuguesa por uma ocupação militar de mercenários cubanos em Angola e abandonaram os guineenses ao contrário do que Spínola prometera.

Era isto que Portugal queria evitar, antes de abandonar o Ultramar. A questão é que nem Salazar nem a esquerda radical do Dr. Cunhal queriam entrar para a história como os coveiros do império. A fava saiu a Melo Antunes, Almeida Santos, Rosa Coutinho, Costa Gomes e claro... Mário Soares.

The rape of democracy III

Portugal em 1961 viu-se a braços com uma guerra em África. Contudo a verdade da intransigência do Estado Novo em defender as colónias tem motivações muito diversas daquelas que a opinião comum quer fazer crer. A chamada teimosia é muitas vezes proveniente da ideia que os ultras do regime (Que Salazar tentou domar e Marcelo Caetano deixou à solta) tinham de um império global.

Na verdade qualquer governo e qualquer regime que estivesse instalado em Lisboa teria enviado tropas para Angola. Por vários motivos.

Primeiro evitar o extermínio de centenas de milhar de colonos brancos. A ditadura fê-lo, como o fez o governo dos radicais de esquerda da primeira república, que levou o país para a I Guerra, sob o pretexto de defender as colónias.

Depois porque era uma guerra que estava ganha à partida e o país tinha recursos. Coisa que hoje em dia é difícil de engolir mas foi o próprio Marcelo Caetano que disse “Não há de ser por falta de dinheiro que nos vamos render”. Os terroristas africanos combatiam na selva e defendiam pequenas aldeias, com cocos na cabeça. Não havia grandes centros urbanos onde pudessem ser desencadeados movimentos de tensão. A guerra da palhota era rápida e barata

Ainda porque havia não uma África, mas três Áfricas. Um África árabe a norte, um África negra abaixo do Saara e uma África Euro-Africana no sul, onde para além do ultramar português, estava a África do Sul e a Rodésia.

E, last but not the least, porque 50% das forças portuguesas na guerra eram constituídas por nativos. Os auto-proclamados líderes revolucionários africanos (que até para nos maldizer tinham que usar a nossa língua), sicários de outras potências como a União Soviética, pouco conheciam dos seus países. Educados na Europa (como o sr. Gandhi) sempre se quiseram misturar com um povo que mal conheciam e compreendiam.

The rape of democracy II

Não resisto continuar a aprofundar o post de AMJ sobre as últimas alarvidades do sr. Mugabe. Como português não posso ser indiferente às questões africanas. Esquecê-las é esquecer uma grande parte de nós.

O facto é que talvez seja altura de começarmos a perceber que há sociedades que não são moldadas para viver em democracia. Os países árabes são um exemplo claro. Que fazer quando décadas e décadas após as independências africanas, o número de ditadoreszecos se vai mantendo constante? Uns são estupidamente óbvios aos olhos da comunidade internacional (como Mugabe), outros mais subtis têm formas mais cosméticas de levar a água ao seu moinho (como se prepara para fazer o sinistro Nino Vieira ou como Lula vem fazendo desde há um tempo). Inconscientemente é esta gente que a ONU, o senhor Bono Vox e os manifestantes No-global e Live 8 têm ajudado a manter no poder, insistindo em que se envie cada vez mais dinheiro para África.

Katrina, a Devastadora

Não, não é um título de um filme.
A devastação é sempre do outro lado do mundo, as tragédias raríssimas vezes nos batem à porta. É fácil ignorar ou ler as notícias como se de um filme hollywoodesco se tratasse. O pior é que desta vez estou do outro lado do mundo...
Não se fala noutra coisa. É notícia em todos os jornais e as previsões são terríveis. Falam-se em milhares de mortos.
Há 25000 pessoas a viver num estádio de futebol americano! Milhões de desalojados.
Um cenário Dantesco.
Os Americanos têm muitos defeitos, um dos mais comummente enunciados é a hipocrisia, mas se a hipocrisia os leva a oferecer bens de primeira necessidade dois minutos depois de saberem a dimensão da tragédia, seja. Não me interessa se a intenção é fazê-lo com plateia ou não, o resultado está lá.
É fabuloso ver a faculdade com caixotes em todas as entradas/saídas para se deixar arroz, farinha, leite, latas de conserva... Não é um banco alimentar anual, é uma reacção a uma necessidade real e actual.
A vida continua, todos sabemos isso - os americanos talvez melhor que outros - mas para os habitantes de Nova Orleães a vida só voltará à normalidade em 3 meses.
São pessoas que durante os próximos três meses não se vão sentar no sofá preferido a ver as Desperate Housewives, passear o cão enquanto comentam os vizinhos, jantar em família a falar do dia de escola dos filhos...
E não, não é um filme.

Katrina