quarta-feira, novembro 30, 2005

Time out

















Há sempre tempo para conquistar o mundo.

terça-feira, novembro 29, 2005

Uma adolescência morna...

All American Kid
Popular but not plastic. Athletic but not a jock. Smart but not a brain.
You were well rounded and well liked in high school.
Who Were You In High School?

sexta-feira, novembro 25, 2005

Morte aos betos!

A frase do título, muito grafitada na paredes da margem sul, é uma expressão que identifica um grupo de pessoas, os "Betos". Expressão que tem aguentado ao longo dos anos, se bem que mais significativa nos anos 90 do que hoje, quando os portugueses já reinventaram o Bairro Alto onde a maralha anda toda misturada.

O que era então o beto, grupo onde o autor deste post foi várias vezes catalogado? O beto era o jovem de classe média ou classe média alta que vive no Restelo, na Linha ou na Lapa, que usa camisa e sapatos vela, que usa normalmente um fio com crucifixo ou medalha de Fátima à volta do pescoço, joga rugby numa das inúmeras equipas de Lisboa, passava as noites no Whispers ou na Benzina e geralmente viajava muito com os pais a Paris, Londres ou Madrid donde trazia t-shirts do Hard Rock Café. Subsidiariamente faziam um curso de inglês num colégio do centro de Inglaterra. Muitos praticavam ainda desportos como a vela e o hipismo. Tinham ainda ramificações na província como os meninos da Foz no Porto ou os membros dos grupos de forcados no Alentejo. Passam sempre as férias em Vilamoura e chamam-se predominantemente Frederico, Francisco, Martim, Gonçalo, Afonso, Lourenço, Bernardo e Salvador no caso dos rapazes e Maria, Mariana, Matilde, Madalena, Constança ou Pureza no caso das meninas.

Até aqui disse um monte de banalidades e lugares comuns sobre os betos, mas aquilo que nunca ninguém explicou é o porquê do nome “BETOS” em especial. Saramago pode estar na origem, quando no seu “Levantado do Chão” dá aos “grandes latifundiários fascistas” os nomes de Alberto, Roberto, Gilberto, Adalberto. Uma evolução fonética para “Beto”? Não empolemos Saramago que o seu ego já é grande demais.

Beto é normalmente o nome de arrumador de carros ou de jogador de futebol. Quem não se lembra do famoso “Beto Mãozinhas”? E o Beto jogador do Sporting, tal como Beto jogador do Benfica e até o Beto do União da Madeira, como outros 200 Betos que militam na II Divisão B, sem esquecer o Beto Acosta. E aquele Beto gadelhudo que faz duetos com a Rita Guerra? Aqui no bairro o arrumador de serviço é o Beto. O tipo serve na casa da Codornizes em Évora é o Beto.

Associa-se esta malta ao perfil que tracei no segundo parágrafo? Então porquê chamar “Betos”? Fica o mistério...

quarta-feira, novembro 23, 2005

A sorte (só) favorece os audazes















E como estes, já lá não há muitos.

terça-feira, novembro 22, 2005

Mais depressa se apanha um mentiroso...

Debato qualquer tema, em qualquer lugar seja com quem for...

Mário Soares recusou-se hoje a comentar o processo de afastamento de Manuel Alegre da candidatura presidencial por José Sócrates. Quando instando a pronunciar-se virou a costas hirto e crispado, respondendo simplesmente "Não quero comentar".

Quem com ferro mata, com ferro morre....

domingo, novembro 20, 2005

Um passo à frente,

Caro ARF,
Talvez esteja a ir um pouco mais à frente que nós comuns mortais...

O seu raciocínio é perfeitamente aceitável, mas convém não esquecer que muitos desses “criminosos” que podiam andar por aí a matar inocentes são assim considerados sem sequer terem direito a um julgamento anterior. Confiará assim tanto na inteligência americana (entenda-se incluído o sentido de serviços secretos) para lhes dar a carta branca para deter, prender e torturar todos os “bárbaros” que eles entenderem ser criminosos.
O princípio da presunção da inocência parte do pressuposto que é preferível ter 1000 criminosos em liberdade que 1 inocente na prisão.
O que os EUA estão a fazer (e aqui já não há "alegadamentes") parece-me uma caça às bruxas perigosa. A inquisição com a melhor das intenções dividiu vizinhos, amigos e famílias. Uns acusavam os outros para ou ganhar favores ou credibilidade na Igreja.
As intenções norte-americanas até podem ser boas (e acredite, nem todas são nobres) mas como diz o ditado “de boas intenções…”

Concordo consigo quando o facto de aviões aterrarem ou não aterrarem em território nacional talvez esteja a ser demasiado empolado pela opinião publicada (até porque são acusações complicadas de se fazer quando um avião requer uma pit stop com muito pouca antecedência e que poderiam colocar o estado português numa posição complicada), mas daí a subscrever os atentados aos direitos humanos que estão a ser perpetrados pelos EUA vai um longo caminho.
Bem sei que o inimigo tem regras diferentes, mas não é por isso mesmo que é o inimigo? Se jogarmos o jogo pelas regras deles não nos teremos nós tornado no inimigo?
Chame-me idealista, mas ainda acho que se pode fazer a diferença pelo exemplo e ganhar credibilidade com isso.

Se não, como dizia a minha Mãezinha, perdemos a razão toda.

Bem sei que já lá vai quase um mês...

Mas que querem, só o descobri agora!
Este post ficou-me como obrigatório para linkar.
Excelente blog.
(dada a minha impossibilidade/inutilidade, quem souber pode por este nos links? Antecipadamente grato.)

sexta-feira, novembro 18, 2005

The importance of being...II

Pythagoras (569-500 B.C.E.) was born on the island of Samos in Greece, and did much traveling through Egypt, learning, among other things, mathematics. Not much more is known of his early years. Pythagoras gained his famous status by founding a group, the Brotherhood of Pythagoreans, which was devoted to the study of mathematics. The group was almost cult-like in that it had symbols, rituals and prayers. In addition, Pythagoras believed that "Number rules the universe,"and the Pythagoreans gave numerical values to many objects and ideas. These numerical values, in turn, were endowed with mystical and spiritual qualities.

Legend has it that upon completion of his famous theorem, Pythagoras sacrificed 100 oxen. Although he is credited with the discovery of the famous theorem, it is not possible to tell if Pythagoras is the actual author. The Pythagoreans wrote many geometric proofs, but it is difficult to ascertain who proved what, as the group wanted to keep their findings secret. Unfortunately, this vow of secrecy prevented an important mathematical idea from being made public. The Pythagoreans had discovered irrational numbers! If we take an isosceles right triangle with legs of measure 1, the hypotenuse will measure sqrt 2. But this number cannot be expressed as a length that can be measured with a ruler divided into fractional parts, and that deeply disturbed the Pythagoreans, who believed that "All is number." They called these numbers "alogon," which means "unutterable." So shocked were the Pythagoreans by these numbers, they put to death a member who dared to mention their existence to the public. It would be 200 years later that the Greek mathematician Eudoxus developed a way to deal with these unutterable numbers.

quinta-feira, novembro 17, 2005

The importance of being...

Podia ter acontecido alguém dizer-me uma coisa deste género em relação ao facto de ter um primeiro nome (e, pasme-se, um segundo) russo.
Os deterministas debochados dizem-me: "deve ser por isso que ficaste de esquerda. "
Entre explicações que raramente me apetece dar e assomos de espanto ante a sigularidade de ter não um mas dois nomes invulgares e russos, conto a habitual estórinha da guerra fria e da importação dos nomes russos (e cubanos) para Angola. Ou a outra da ginasta que teve um desempenho magnífico enquanto a minha mãe entrava em trabalho de parto. Podia ter sido pior, digo, às vezes, e em desespero de causa quando não há maneira de deixar cair o assunto, podia ter sido por causa de uma telenovela. Podia chamar-me Tieta.
(Irina)

Sintomatologia de um blog plural II



L- World. Uma das melhores séries da Fox.

Sintomatologia de um blog plural I

Não lhe passou pela cabeça...

...que talvez o país não se queira mexer?
A inércia é em si mesma uma resposta à política de baixo ventre que o executivo socialista insiste em querer vender e que o bloco de esquerda promove para se pôr em bicos dos pés.
Portugal está (e o executivo devia estar) mais preocupado com problemas de fundo.
Não me entendam mal, não estou a fazer juízos de valor quanto ao aborto ou mesmo quanto ao facto de se ser homossexual. Respeito as escolhas de cada um, tanto no primeiro como no segundo, concordando ou não com a primeira e partilhando ou não a segunda.
A sexualidade vende jornais, todos sabemos, e a pornochachada mais ainda. Infelizmente é pena que não percebam que o "tuga" adora parar para ver os feridos num acidente, mas odeia ser parte de um. Querendo isto dizer que é muito engraçado ler e ver na televisão que o "governo quer mudar a lei do aborto e fazer com que os maricas se casem", mas em última análise o que os taxistas, talhantes, merceeiros, cabeleireiros, médicos, advogados, economistas, gestores, empregados de mesa (etecetera e tal) falam, é do estado da economia; do facto de não terem dinheiro para comprar um carro novo, um frigorifico, um aquecedor ou até mesmo um bom casaco para o inverno que se avizinha... isso é que os preocupa. Se os "maricas" se casam ou se o aborto é crime é coisa que não lhes tira o sono.
Infelizmente a malta não percebe e faz do aborto e do maricas o que se fazia do futebol e fado nos tempos idos da ditadura e do pão e jogos na Roma imperial: areia para os olhos.
A mim parece-me uma tremenda falta de respeito andarem a usar Mães (provavelmente devastadas pela "interrupção voluntária da gravidez" que nunca é fácil para um ser humano normal) e homossexuais (sérios e convictos das suas preferências sexuais e que pretendem viver uma vida normal e sossegada a dois) como bandeiras, expondo-os desnecessariamente na maior das vezes.
Quando a casa está de pantanas não se deve começar por pôr o napron em cima da televisão, talvez seja melhor ideia aspirar e limpar o pó primeiro e deixar as discussões decorativas para depois... mas isso sou eu, que prefiro que esteja limpo a que pareça bem.

terça-feira, novembro 15, 2005

Fim-de-semana em cheio

Estive por aqui















passei umas boas horas aqui















E acabei aqui...




segunda-feira, novembro 14, 2005

Super Poderes de Pessoas Comuns que eu gostaria de ter

Zé Fernandes, autor/Sancho Pança d' "A Cidade e as Serras", consegue livrar-se do Mal/dos males de que padecia, no seu caso, da tentação parisiense na figura felpuda de Mme. Colombe, prostituta lasciva alvo da sua obssessão que parecia não vir a conseguir superar, regorgitando violentamente todo um enorme banquete no seguimento de uma indigestão, acto que lhe limpou não apenas as entranhas mas também a alma. Admito que para o Homem-Aranha seja mais fácil lançar umas teias de vez em quando, mas o jeito que não daria poder-me livrar de tudo o que me empobrece, conspurca ou deprime a alma no dia-a-dia somente através do simples gesto de enfiar 2 dedos na garganta...

sexta-feira, novembro 11, 2005

Lads Night!

O tempo (horas) perguntou ao tempo (clima) quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu: anoitece mais cedo e portanto há menos tempo de dia. O tempo ainda por cima arrefeceu. Aproveita o tempo que tens. Acordar cedo ao fim-de-semana é mentira (duas horas e meia de luz fraca não é propriamente um incentivo) por isso o melhor é viver vampiripiriscamente. Esquecer por uns momentos que o sol existe.
O tempo cortou-lhe logo as vasas: deixa-te de merdas, tempo. Não venhas justificar a tua má gestão de tempo com a falta de tempo. O tempo escasseia para todos.
Hoje, ao escurecer, parto para uma "lads night" à antiga (i.e. repleta de centenas de metros cúbicos imperiais jorrando dos mais variados barris acompanhados de consecutivos e nada pensativos cigarros) e que já me vai fazendo falta. Estou certo que valerá pelo resto do fim-de-semana. Veremos como estará o tempo na segunda.

terça-feira, novembro 08, 2005

Um teorema que queria ter escrito II

Belíssima análise do circo de horrores "na" França pela incontornável Ana Albergaria n'O Acidental.

Ele há dias que um tipo nem devia sair de casa...

Hoje furei o pneu da bicicleta. No meio do azar consigo sempre ter alguma sorte; estava atrasado e o pneu só "deu de si" a 100m da faculdade.
Mesmo assim ninguém me livra de ir a pé para casa a arrastar a "bina"!
Azarucho.

Ah pois é... será?

Your Birthdate: August 18
You are a cohesive force - able to bring many people together for a common cause.
You tend to excel in work situations, but you also facilitate a lot of social gatherings too.
Beyond being a good leader, you are good at inspiring others.
You also keep your powerful emotions in check - you know when to emote and when to repress.

Your strength: Emotional maturity beyond your years

Your weakness: Wearing yourself down with too many responsibilities

Your power color: Crimson red

Your power symbol: Snowflake

Your power month: September
What Does Your Birth Date Mean?

Malta: acham que já dá para um fim-de-semana nas Maldivas?


My blog is worth $16,936.20.
How much is your blog worth?



Consultor: A origem das espécies

segunda-feira, novembro 07, 2005

Post com laivos de vernáculo em jeito de desabafo...

Tenho um recado para o Manuel Alegre, para o Mário Soares, para o Fernando Rosas e restante trupe da canhota! Já me apercebi que eu, tal como todos os da minha idade não vão ter segurança social nem reformas dignas, por isso meus caros perdoem-me a linguagem mas... Badamerda mais ao Estado Social!

domingo, novembro 06, 2005

Separados à nascença? ll

O Partido Socialista continua a ser um poço de semelhanças entre militantes seus e personagens de Seinfeld.

sábado, novembro 05, 2005

Mau Manel!

Até tenho alguma simpatia por Alegre, mas se ele volta falar de Sidonismo ou de Sidónio Pais num tom menos repeituoso e elegante, eu e este compincha fazemos-lhe uma espera...

quinta-feira, novembro 03, 2005

Na ordem do dia

- Em quem é que vais votar?
- Para as Presidenciais? Ainda não decidi.
- Não. Para "Best Portuguese Act".
(conversa verídica e reproduzida com a autorização de quem sabia quem eram os nomeados para Best Portuguese Act )
É assim. Quem não consegue bilhetes anda ressabiada e tem uma noção equivocada sobre quais os assuntos que estão na ordem do dia. Por mim, ganham os Da Weasel outra vez, que é quase a mesma coisa que dizer que vou votar no Manuel Alegre.

Agora,

Lamber o "verso" (a "traseira", as "costas") da Fátima Lopes custa apenas € 0,45.
Cortesia dos CTT.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Pois, somos todos ricos...

José Sócrates prometeu o «perdão integral da dívida de Moçambique a Portugal».

E máináda!!

No Porto, no puro Porto, enquanto se estaciona, ouve-se de conselho:
- "Destroce! Destroce mais um bocado!Isso!"

"Igualdade monstruosa"

Para aqueles que advogam a igualdade monstruosa que todos reduz a um mesmíssimo nada, e que o fazem do alto dos seus cargos de ilustres dignatários de um qualquer país com assento nesse organismo caricaturalmente supranacional, cada vez mais convertido em arauto e refém da igualdade monstruosa, da caridadezinha, da corrupçãozinha, dos votos de alguns, das pretensões de muitos e do descaso de todos, fica isto:


“Theodor Busbeck pegou num dos livros que tinha à sua frente e leu:
«(…) seis milhões de seres humanos foram arrastados para a morte sem terem a possibilidade de se defender e, mais ainda, na maior parte dos casos, sem suspeitarem do que lhes estava a acontecer. O método utilizado foi a intensificação do terror. Houve, de começo, a negligência calculada, as privações, a humilhação. Veio a seguir a fome, à qual se acrescentava o trabalho forçado: as pessoas morriam os milhares, mas a um ritmo diferente, segundo a resistência de cada um. Depois, foi a vez das fábricas da morte e todos passaram a morrer juntos: jovens e velhos, fracos e fortes, doentes ou saudáveis; morriam não na qualidade de indivíduos, quer dizer, de homens e de mulheres, de crianças ou de adultos, de rapazes e de raparigas, bons ou maus, bonitos ou feios, mas reduzidos ao mínimo denominador comum da vida orgânica, mergulhados no abismo mais sombrio e mais profundo da igualdade primeira: morriam como gado, como coisas que não tivessem corpo nem alma, ou sequer um rosto que a morte marcasse com o seu selo. (…) É nesta igualdade monstruosa, sem fraternidade nem humanidade – uma igualdade que poderia ter sido partilhada pelos cães e pelos gatos – que se vê, como se nela se reflectisse, a imagem do Inferno.»”
De Gonçalo M. Tavares, in Jerusalém

Sabedoria popular

É contra o vento que se levanta voo

(esperemos que os resultados negativos não pesem muito )

Há 250 anos atrás










O solo tremia, o mar subia e uma cidade caía.
O fogo varreu os restos...