quinta-feira, junho 30, 2005

...and dreams come true!

Parece que o sonho tornou-se realidade. Elsa Raposo aceitou o convite endereçado por Gonçalo da Câmara Pereira para candidatar-se à Câmara Municipal de Cascais. Por outro lado, este pretende entrar na corrida à autarquia de Lisboa...
Quem não deve ter ficado indiferente a estas notícias foi Pais do Amaral, que já pensa noutro reality show líder de audiências, a "Câmara das Celebridades". Por isso...
PROCURO CASA EM CASCAIS, VISTA CÂMARA MUNICIPAL, A QUALQUER PREÇO

quarta-feira, junho 29, 2005

I had a dream...

Sonhei que a Elsa Raposo estava a ponderar (e que bem pondera ela) candidatar-se à Câmara Municipal de Cascais. Acordei sobressaltado e ainda demorei uns quantos minutos a convencer-me que não tinha qualquer razão para mudar de casa.

Sudoeste meets Sendero Luminoso training camp...

"De 27 a 31 de Julho S. Gião, Serra da Estrela, vai ser um espaço revolucionário, aberto a tod@s, sejam ou não do Bloco. Um lugar privilegiado para pôr em comum experiências contra a corrente, exercer o direito ao sonho e trocar ideias para mudar a vida. Um lugar à tua espera. WORKSHOPS, DEBATE, MÚSICA, FESTAS, ALTERNATIVAS "

Só vou se estiver prevista uma palestra com o Sub Comandante Marcus e uma aula prática de arremesso de cocktails molotovs e técnicas de resistência a cacetadas...caso contrário é coisa para meninos.

Importa-se de repetir?!

terça-feira, junho 28, 2005

A não perder!

Hoje, independentemente daquilo que possa acontecer, vou sair disparado do escritório às 19h30, apanhar um táxi, encomendar uma Pizza com pimentos, extra-queijo, cebola, frango e bacon, exigir a oferta de duas latas de coca-cola e de asinhas de frango, passar no quiosque "lá do bairro" para que não me faltem cigarros, desligar o telemóvel e sentar-me em frente à televisão para deliciar-me com mais um episódio da magnífica telenovela "Ninguém como tu". Não é que o ritual não se cumpra todos os dias (à parte da pizza e do telemóvel desligado), mas hoje é especial. O Dr. António Paiva Calado (acho que tem um "de" algures), vilão a tempo inteiro, vai ser assassinado. Os suspeitos são muitos, mas já fiz a minha aposta.
Para aguçar o vosso apetite, aqui fica o link.

segunda-feira, junho 27, 2005

Proposta tácita de coligação?!

Eu já ando agitado e ainda estamos a 27 de Junho...

sexta-feira, junho 24, 2005

Ronald Reagan’s favorite show...ou dos generation gaps atípicos...

Posso não morrer de amores por conservadores, neo-liberais, republicanos e sequazes. Mas, e apesar da bílis ressentida por um ou outro comentário, não consigo deixar de gostar dos que o são com estilo. Ao ler o post do FMS no Quinto lembrei-me que só via o “Quem sai aos seus” por causa do Alex P. Keaton.
Dava vontade de escolher uma inicial, acrescentar-lhe um pontinho e deixá-la ali, cheia de charme, no meio do nome. Depressa percebi que não surtiria o mesmo efeito.
O Ronald Reagan disse que o “Family Ties” era a série preferida dele e até se ofereceu para participar, mas, os produtores da série, cheios de bom senso, recusaram-no...
Andei sempre a tentar perceber como é que se podia ter uns pais do Peace Corps, flower power and all that jazz e querer usar gravata todos os dias, assinar por baixo das políticas da Tatcher e venerar o Nixon.
É o generation gap atípico.
Se os pais são ultra conservadores lá aparece a menina de piercing, vestida à skater ou o menino começa a votar no Bloco e vai estudar sociologia só para irritar o pai conservadorzeco que vota no PSD desde que se entende por gente e estudou, como todo o resto da família, Direito na Faculdade de Coimbra.
Mas isto é produtivo. Grandes bandas e pensadores começaram assim, na revolta contra as entidades paternais conservadoras.
Mas o que verdadeiramente me preocupa é a resposta ao generation gap invertida...E se os pais forem os Liberais? Elise e Steven Keaton, liberais, pacifistas, perfil ideal para candidatos a alvos humanos em Bagdad, politicamente correctos, t-shirt a dizer eu estive no woodstock e fugi ao Vietname, hippies à séria...E lá lhes sai um miúdo revoltado que só quer andar de gravata, trabalhar na bolsa e venera o dinheiro.
Faz-me temer pelos meus filhos ainda por nascer. Por esta lógica distorcida vão ser do PP de certezinha...
Já os estou a ver, só para me irritarem, a dizer que o direito internacional é ficção, que o Saramago não vale nada, que se vão casar pela Igreja, que só lêem a Spectator, que o 25 de Abril foi uma fantochada (enquanto arrogantemente se recusam a dizer 25 de Abril e revolução e se referem sempre à data como vinte e cinco do quatro), que o Bush (nessa altura já não filho, mas neto(a), se a saga infernal dos Bush no poder continuar...well I’m keeping my fingers crossed ) é que é ....e outras alarvidades que tais...até ao dia em que me digam que são militantes do PP e eu os expulse de casa, num acesso de fúria maternal ao estilo “onde é que eu errei?”...
Antes a Mallory...

Ps. Nada contra os militantes do PP. Sim, ficava muito triste, mas se calhar não expulsava a cria de casa.
Ps.2 Este post devia ter uma imagem, mas, graças à "so called" melhoria das tecnologias da colocação de imagens (alteração que se me afigurava promissora quando comecei a escrever), não consegui inserir a imagem. À semelhança do Technorati, das nossas finanças, e do bom tempo para o fim de semana, este post vai deficitário... E muito menos catita!! FPB, agora sim, compreendo...

Os homens não se medem aos palmos?!

O Dr. Marques Mendes afirmou que pretende apresentar uma proposta de lei tendo em vista a redução do tamanho do Estado. O líder do P.S.D pretende, assim, demonstrar de uma vez por todas que está à altura das suas responsabilidades.

quinta-feira, junho 23, 2005

E depois do Adeus?

Ateus a católicos estão de acordo numa coisa. A vida terrena é finita e algum dia chegará ao seu ocaso.

Qual a perspectiva de um e de outro nessa altura?

Sendo católico e fazendo fé no que diz o ateu, um dia quando morrer simplesmente desaparecerei, serei uma mera lembrança para os que ficarem ao longo de 40 ou 50 anos... Nada mais que isso. Estava enganado.

Mas se fosse ateu e fizesse fé no que diz o crente, um dia quando morresse, com que cara se apresentaria aquele a Deus? Que palavras murmurará? De que forma se diz ao criador “Eu neguei-Te e reneguei-Te Pai, na minha suprema arrogância achei que vivia bem sem ti” e nessa altura que mais lhe restará senão pedir perdão e ser uma vez humilde?

Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado"
(Lucas 14.7-11).

Efeitos do Arrastão

A praia de Carcavelos está muito mais agradável.

Estado deste Blogger (ou inveja com A/R)

Dolce fare a ponta...

ah, e praia também!

terça-feira, junho 21, 2005

Macacos me mordam...

quinta-feira, junho 16, 2005

Além disso...

A música estrangeira tem outros argumentos poderosos...

Thank you for the music, the songs I´m singing...




A intensidade dos últimos dias fez com que deixasse em banho-maria esta posta. Faz hoje precisamente uma semana que se discutiu a Lei da Música Portuguesa. Que querem então, editoras, intérpretes, autores e nacionalistas bacocos? O costume... quando não é a descida do IVA para o disco (que já ninguém compra) é a quota mínima de música portuguesa nas rádios. Os vários partidos do espectro político divergem quanto ao volume da quota mínima, mas estão sumariamente e em termos gerais de acordo com a ideia.

Tal proposta não faz a meu ver sentido nenhum.

Em primeiro lugar há uma dificuldade metodológica. O que é que se entende por música portuguesa? Porque há música produzida em Portugal que não é cantada em português! Porque há música cantada em português que não é produzida em Portugal! Porque há intérpretes do Brasil, de Angola, de Cabo Verde que cantam em português. Inúmeros grupos portugueses compõem os seus temas em inglês! Inclusivamente há um grupo que inventou um dialecto próprio, mas que é 100% portuguesinho! E que dizer àquelas músicas da Nelly Furtado, Pet Shop Boys ou Smoke City que têm uma ou duas frases em português? De certeza que houve algum técnico de som português na produção de um ou outro disco da Madonna ou dos Génesis.

Mas depois vamos à dificuldade técnica. Quem é que vai fiscalizar isso? Que eu saiba ainda não há nenhuma tecnologia que consiga, primeiro passar por cima do problema anterior e depois compilar um relatório diário de todas as rádios do país em simultâneo contabilizando se estão a cumprir os 30% ou 50% de quota. Ou vão ter funcionários públicos 24 horas por dia a ouvir rádio – que belo emprego!

Mas vamos à dificuldade jurídica. Esta restrição é possível dentro do Espaço Económico Europeu? (Interessante notar como é difícil proteger a individualidade das culturas nesta Europa cada vez mais indiferente a tudo).

Mas vamos à questão de fundo. É por serem obrigadas a ouvir música portuguesa que as pessoas vão gostar mais de a ouvir? Para mim funciona ao contrário. Quero mais é que os “Pimbas” e os “Joões Pedros Pais” deste país retomem os seus postos de empacotadores de supermercado quanto antes. E se eu não quiser ouvir música portuguesa? Se só gostar de ouvir Punk Rock britânico? Será que se mesmo com as quotas a venda da música portuguesa não melhorar vão obrigar as pessoas e ir a concertos amarradas, em fila indiana até perceberem do que é que têm que gostar????
Caramba a música é e sempre será a linguagem mais universal de todas! É pela qualidade que as ideias, os projectos e as pessoas se afirmam! Foi assim que vivi a minha vida na escola, na universidade e no trabalho. Não chorei a protecção de ninguém.

Sou um consumidor ávido de música portuguesa. Acho que nunca nenhum outro ser humano cantará nunca mais, como Amália Rodrigues, que poucos conhecem a alma portuguesa tão bem com Carlos Tê ou Pedro Aires de Magalhães ou que haja muitos com o estatuto de um Chico Buarque, mas também gosto de outras coisas. São escolhas individuais! Não podemos ser tão umbiguistas que possamos achar que existe tal coisa como a música portuguesa. O que existe, (se existe) é fruto de assimilação de experiências de muitos povos e de muitas culturas. O próprio fado diz-se que veio do Brasil, qual é o artista em Portugal que não tem uma referência estrangeira? Só com os constante contactos de ritmos, estilos, sonoridades, cores e movimentos pode a música continuar a crescer e reinventar-se constantemente como linguagem universal.

PS – Gostava de ver como é que a Antena 2 iria cumprir estas quotas...

quarta-feira, junho 15, 2005

Depende do ponto de vista...

Meu caro amigo LTN,
Para pessoas como o Casanova a história de Portugal começou a ser contada no 25 do 4, porque a História de Portugal mal foi decorada na primária...
Se bem que mesmo nessa prespectiva, nem mesmo com o monóculo apontado para esse soluço aziático que foi o PREC, terá o dito cujo do Vasco Gonçalves lugar no navio, quanto mais na proa da História Portuguesa.
E não, não vou falar do Camarada Cunhal.
Não me apetece abrir feridas que não são só minhas, perdendo naturalmente a objectividade, para falar de uma pessoa que (admito-o) me ultrapassa.
Acredito que os mortos fazem as contas com Deus e que Ele, na Sua infinita misericórdia, lhes dará o eterno descanso.
Só para o galo (mais dele que meu), o Camarada Cunhal acabou de merecer uma Avé Maria.
E sincera.

terça-feira, junho 14, 2005

Olhem que não, olhem que não...

Não sou hipócrita. Não posso ser. Para mim os mortos são dignos de respeito e apenas lamento o desaparecimento dos homens, enquanto tal, bem como a perda para a família e para os mais próximos. Em Portugal há esta tendência simpática do povo para tudo branquear e esquecer com a morte. Eu não penso assim.

Não posso vir para aqui prestar homenagens ou curvar-me perante memórias de homens cujos acólitos quiseram ver pessoas da minha família mortas ou quiseram roubar e tudo o que se conseguiu com esforço e trabalho de forma honesta. Sobretudo no fim-de-semana em que morreu um amigo, da mesma idade que eu, num estúpido acidente.

Não me deixa saudades o pesadelo do PREC ou tentativa de implantação de uma ditadura colectivista em Portugal. Não me deixa saudades um homem que tanto criticou as perseguições políticas do Estado Novo e fez da perseguição política o seu instrumento fundamental dentro do próprio aparelho do partido do qual foi figura charneira.

Álvaro Cunhal, tal como Vasco Gonçalves, foi um traidor à pátria. Espião da União Soviética durante praticamente toda a sua vida política não teria problemas em fazer do nosso país mais um satélite da URSS ou mesmo uma Cuba da Europa Ocidental. Isso não conseguiu entregar. Traidor duas vezes porque apoiou a venda de Angola e de Moçambique ao Império Comunista, sob a falsa capa de uma auto-determinação dos povos que mais não passava de um acto de venda em hasta pública do secular império português. Reconheço contudo que foram outros e não eles que lucraram com o negócio.

Paz aos mortos e à sua alma. Só não desejo nem digo de Cunhal e Gonçalves, aquilo que eles desejaram ao Prof. Salazar e ao Prof. Marcelo Caetano. Não lhes chamo cães raivosos nem tenho tanto ressentimento. Que descansem em paz e Deus tenha misericórdia das suas almas.



PS – Não posso deixar de sublinhar o excremento que são as declarações proferidas por José Casanova que considera que Vasco Gonçalves foi uma das figuras de proa de um dos momentos mais gloriosos da História de Portugal... Afonso Henriques, Descobrimentos, Restauração, o que é tudo isso comparado com PREC, não é camarada Casanova?

segunda-feira, junho 13, 2005

Eugénio de Andrade

As palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade
(1923-2005)

"The Joy in Life is to be used for a purpose" G. B. Shaw

.
(1913-2005)
"Quando se tem um ideal um mundo é grande em qualquer parte"

quinta-feira, junho 09, 2005

Eu gosto é do Verão...

O calor intensifica. Intensifica o que se quer intenso. Mas também o que existe com a função última de ser escondido e disfarçado. Os cheiros, por exemplo, são mais do que cheiros, enchem-se de hiperbólicas intenções e passam a ser pestilência. Toda a gente fala nas maravilhas do Verão, que reconheço e aproveito, mas ninguém se lembra das vantagens do Inverno, ou mesmo do Outono.
Só eu, que sofro de um problema de insatisfação patológico.
Experimentem andar de metro. Ou de autocarro. A experiência situa-se algures entre Dante e o Sudoeste: passando pelo tormento das esferas mais baixas do Inferno da Divina Comédia de Dante, (aquelas onde ficam os que pecaram mesmo à séria... bem longe do Platão e do Sócrates -o mais famoso- que ficaram alojados no Ritz lá do sítio porque o Dante lá os encaixou na categoria dos soft sinners dado que, apesar de não serem tementes a um Deus, até pensavam umas coisas giras) aqui com carruagens repletas de gente em sofrimento espartilhada por tops que são curtos demais, calças que se enfiam por tudo quanto é sítio e camisas empapadas em suores acumulados de vários dias... Até ao ambiente Sudoeste do metro! Cheio das hordas de "field trips" de cavalões e cavalonas que votaram nee e non, tudo loirissímas e andrajosas criaturas com um metro e noventa ou mais, a carregarem mochilas de dimensões astronómicas e com pinta de festivaleiros, todos alegremente visitando os primitivos povos mais baixos, mais morenos e mais peludos.
Alguns deles apontam e falam várias vezes em Darwin (única palavra que consigo distinguir, especialmente no caso dos que votaram nee) e suponho que devam estar a falar da Teoria da Evolução das Espécies e em porque é que estes habitantes desta província espanhola tão simpática com um mosteiro tão giro são tão rodinhas baixas.

Com frio pensa-se melhor. No Verão we're just acting silly.
Li, aqui, alguém que dizia que a sua relação com o Verão era assim parecida com a relação com um gajo (só) bom na cama, gosta-se mesmo muito mas depois não se pode levar a lado nenhum, público pelo menos. Pois, à mon avis, se o Verão é assim como o gajo que é bom na cama mas depois envergonha em público, o Inverno é mais como aquele que não é nada de especial na cama mas aconchega intelectualmente. Combustível em abundância para os neurónios...embora não faça tão bem à pele. O dito não aquece nada mas dá sempre vontade de carregá-lo para tudo quanto é concerto (especialmente os daquelas bandas que esta rapaziada apadrinha), exposição e tertúlia pseudo-intelectual.
Se calhar é no Outono que está a virtude.
Pois, estou em crer que eu gosto é do Outono.

(Chama-se a atenção para o facto de o post supra não impedir a autora de escrever futuros posts exaltando as vantagens do Verão. Não deverá ser tomado por incoerência. Apenas preocupação com a epiderme.)

E esta hem?



Your #1 Match: ENTP


The Visionary
You are charming, outgoing, friendly. You make a good first impression.You possess good negotiating skills and can convince anyone of anything.Happy to be the center of attention, you love to tell stories and show off.You're very clever, but not disciplined enough to do well in structured environments.
You would make a great entrpreneur, marketing executive, or actor.

quarta-feira, junho 08, 2005

A Insustentável Leveza do Chá Verde, do Aloé Vera e do Ginseng

O chá verde é bom para tudo e todos!
Bem vistas as coisas, embora sempre correndo o risco associado às categorizações fáceis, todos os períodos da história mundial ficaram conhecidos, e acabaram por assim serem designados pelas gerações futuras, por referência a um aspecto determinante desse mesmo período, sejam esses aspectos políticos, económicos ou meramente sociológicos (tais como os loucos anos 60, a guerra fria, os grandes hits dos 80’s, and so on).

Pois bem, os ainda magros anos do Século XXI não são excepção e pode já ser observado um grande ícone da era pós-contemporânea e que se sobrepõe às dezenas de eventos inacreditáveis, e de bradar aos céus, a que temos assistido a nível global (a crise política portuguesa que levou à vitória esmagadora do Eng.º Sócrates nas últimas eleições, por exemplo, de tão inédita que foi, tornou-se num tema que move todo o planeta, sendo objecto de estudo em várias universidades e tendo até chegado a ser comentada, entre muitos outros meios de comunicação, num semanário do Panamá e em dois canais de televisão privados do Palau com a seguinte frase “between rotten fruit let the devil come and pick one”, que é como quem diz em português “entre fruta podre venha o diabo e escolha”).

Refiro-me, como não podia deixar de ser, ao fenómeno já conhecido como o “milagre da descoberta das três ervas asiáticas” – o chá verde, o aloé vera e o ginseng.

Na verdade, e sem muitos de nós darmos por isso, estas três substâncias estão a tomar conta das nossas vidas e não faltará muito até que os cientistas percebam e comprovem que de nada mais necessita o homem do que chá verde, aloé vera e ginseng (o pão e o vinho já passaram à história, assim com a bela da ganza nos festivais de Verão...). Senão veja-se: na sua primeira fase de implementação, surgiram as infusões curativas (fazem bem às cefaleias, problemas de estômago, circulação, rins, acalmam e relaxam, eliminam o tabaco do organismo, aumentam a resistência e a capacidade de concentração, funcionam como afrodisíaco, repõem os níveis mínimos de hidratação corporal, baixam a febre, previnem infecções, controlam a prisão de ventre e combatem os primeiros vestígios no organismo de miastenase gravis putrida, entre muitas outras propriedades que, por mero dever de patrocínio, mas sem conceder, aqui se deixam por elencar).

De seguida surgiram os sumos e iogurtes magros, simples ou misturando estes três sabores (com baixas calorias – entre 0 a 0,020 por cada 100 ml – mas com altos níveis de nutrientes – 100 ml substituem as proteínas, hidratos de carbono e fibras equivalentes a duas doses de rojões à moda do porto, de sardinha de escabeche ou de punheta de bacalhau).

Já na terceira fase de implementação, o milagre consubstanciou-se na aparição dos magníficos energising & power shower gel & shampoo e de uma panóplia de cremes faciais e corporais, repletos de autênticas propriedades reafirmantes, adelgaçantes, lipoaductoras e relaxantes para toda a família, assim como as novas fragrâncias e Eau de Parfum que subsistem na pele por mais de 30 horas e resistem a temperaturas superiores a 40º e a uma quantidade de transpiração igual ou superior a 20 dl por hora por cada 70 kg.

Mas as inovações não ficaram por aqui, pois a até a mulher típica portuguesa foi brindada com a fantástica era de milagre da descoberta das três ervas asiáticas com o novo Skip aloé vera com extractos de chá verde e ginseng, que tira todo o tipo de nódoas sem exaguar e sem necessidade de pré-lavagem!

Por último (e sem querendo enjeitar outros produtos que eu desconheça ou que venham a surgir a breve trecho), também a comunidade motor-tunning se pode dar por agraciada com a descoberta do milagre pois já temos à venda o detergente / cera para carros!

Aliás, os produtores de drogas na Colômbia estão já a desenvolver uma nova substância aditiva para juntar aos produtos compostos ou derivados das três ervas asiáticas, de modo a não perderem a sua posição no mercado dos narcóticos para as economias orientais, que se têm expandido à custa do chá verde e afins (quem já se manifestou contra a ingestão dos derivados do chá verde e afins foi o Papa Bento XVI perante um pedido da ala mais progressista do Vaticano em substituir a tradicional Hóstia nas Eucaristias, feita de Pão Ázimo, por uma bolachinha dietética de chá verde com estratos de ginseng...).

Perante esta investida e a consequente aceitação do público (4 em cada 2 pessoas worldwide já depende do chá verde & Cia. no seu quotidiano), podemos falar de uma nova Era que ficará marcada para todo o sempre, sem apelo nem agravo.

O Adeus a Mrs. Robinson

I'm just living out the American Dream

Há um país onde, supostamente, todos os sonhos se realizam.
Onde se chega com alguns tostões furados no bolso e se acaba estrela de cinema, casado com uma Kennedy e Governador do Estado da Califórnia.
Ainda que se continue com um mau sotaque e a ser principalmente recordado por frases como:
Hasta la vista baby e I'll be back...
Nos E. U.A. tudo parece ser possível.
O New York Times iniciou uma série de artigos sobre Classes e sobre mobilidade social em geral.
E muito, claro, sobre o sonho americano e se ainda existe.
Segundo a maioria dos americanos, a sociedade onde vivem continua a ser uma sociedade onde se ascende pelo mérito, pelo esforço e pelo trabalho.
Por outro lado, os vários estudos apontados no artigo anunciam que a tão apregoada mobilidade social anda nas ruas da amargura.
O facto é que, num qualquer domingo à tarde de greve generalizada dos neurónios de serviço, ligar a televisão e ficar a ver o "Fabulous Life of" no VH1 (que por acaso até é do Trump) é partilhar a experiência do sonho americano. Frotas de carros, “walking closets”, casas ou "cribs",destinos de luxo, excentricidades várias...tudo perks de multimulionários dos vinte ao trinta que se chamam Justin, Britney ou Jessica, e que, fazendo jus ao sonho americano de chegar, ver e vencer começaram sem nada e conquistaram o mundo ou, pelo menos, as billboards...
Vê-se e pensa-se...only in america.
Há quem diga que já não se justifica falar em classes, que anda tudo tão disperso e difuso que a rigidez típica da estratificação social que incluía a classe baixa, a média e a alta se multiplicou em inúmeras sub classes.
Independentemente de qualquer outra coisa, o que faz com que os americanos continuem a poder anunciar a América como a terra prometida é a sua crença que de facto assim é.
A sua crença de que os seus filhos terão mais do que eles tiveram, os seus netos também e assim sucessivamente.
Não é, como bem se sabe, tão cor-de-rosa o cenário.
As promessas anunciam-se mas nem sempre se concretizam, e o melting pot não é tão melting nem é tão pot.
Mesmo assim, aqui fica a dica para leitura destes artigos, se possível ao som da Madonna(outro ícone da self made woman e do american dream) enquanto canta isto:
I'm drinking a Soy latte
I get a double shot?
It goes right through my body
And you know I'm satisfied
I drive my Mini Cooper
And I'm feeling super-dooper
Yo they tell I'm a trooper
And you know
I'm satisfied
I do yoga and palates
And the room is full of hotties
So I'm checking out the bodies
And you know I'm satisfied
I'm digging on the isotopes
This metaphysic's shit is dope
And if all this can give me hope
You know I'm satisfied
I got a lawyer and a manager
An agent and a chef
Three nannies, an assistant
And a driver and a jet
A trainer and a butler
And a bodyguard or five
A gardener and a stylist
Do you think I'm satisfied?
I'd like to express my extreme point of viewI
'm not Christian and I'm not a Jew
I'm just living out the American dream
And I just realised that nothing
Is what it seems
Do I have to change my name?
Am I gonna be a star?

terça-feira, junho 07, 2005

E eu que achava que os únicos que liam este blog eram os próprios autores e um ou outro parente afastado mas não identificado...

Alguns dos membros do Teorema receberam o seguinte e-mail de uma auto-intitulada "leitora revoltada":
"QUEREMOS POSTS NOVOS NO TEOREMA!!!!

O ÚLTIMO DATA DE SEXTA-FEIRA!!!

SHAME ON YOU!"
Pessoal, agora que tomámos consciência das nossas responsabilidades sociais, mãos à obra.

sexta-feira, junho 03, 2005

Personality Type



Your #1 Match: ISTJ


The Duty Fulfiller
You are responsible, reliable, and hardworking - you get the job done.You prefer productive hobbies, like woodworking or knittings.Quiet and serious, you are well prepared for whatever life hands you.Conservative and down-to-earth, you hardly ever do anything crazy.
You would make a great business executive, accountant, or lawyer.

Eu acredito II

900 nomeações em 3 meses
Dá quase 10 por dia!

Mas atenção! Estas não contam para os 150.000 postos de trabalho, uma vez que por cada um que entra, há outro que é posto na alheta.

Paradoxal

Como é que uma INSTITUIÇÃO com seis milhões de seguidores não chega aos míseros 300.000 sócios?

Sabedoria popular

O PS acusou vezes sem conta o anterior executivo de pintar um quadro demasiado negro do país teorizando sobre a influência do discurso pessimista na recessão do País, tornando-a ainda maior, como que insuflando-a. Pois, pois... era isso.

Pela boca morre o peixe.

Tão amigos que eles eram...

Dito por não dito...

quinta-feira, junho 02, 2005

Matrix Pitagórico





Não sei como funcionam outros blogs. Já tenho a minha lista de favoritos, como não poderia deixar de ser, mas não tenho (nem nunca terei) uma cultura blogosférica tão apurada como, por exemplo, a de INF e de LTN, veteranos destas lides e "connaisseurs" não só dos meandros do Admirável Mundo dos Blogs Portugueses como também de muitos dos seus principais protagonistas. Logo, não sei qual o relacionamento pessoal entre, por exemplo, os 12 membros do Barnabé, ou qual o grau de intimidade entre os 11 autores do Blasfémias, ou o que tem em comum Pacheco Pereira consigo mesmo.
Ressalvada a minha ignorância no ponto prévio supra, tenho a crer o seguinte: o Teorema é diferente. Porquê? perguntam vocês, curiosos e algo aborrecidos pela minha petulância retórica. Passo a explicar: o convite para escrever neste blog foi-me endereçado há cerca de 2 meses, tendo, depois de aceite o convite, me sido dadas as amáveis boas-vindas num post em nome dos então 3 fundadores do blog mas assinado por GMM, o "manager" do Teorema. Apesar de ser amigo há vários anos de INF e LTN, na altura desconhecia a identidade de GMM. Fiquei intrigado: GMM existiria ou seria uma entidade suprablogosfera, um mito incorpóreo que fazia as delícias dos comuns mortais como eu quando endereçava convites para integrar o selecto elenco dos Bons Blogs?
Ontem conheci finalmente GMM.
É verdade. Sempre tive fé na existência de GMM mas muitas pessoas tentaram demover-me, insistindo que tratava-se de uma invenção, de uma calúnia, de um tabú ou de uma organização não governamental corrupta que usava blogs como capa para as suas actividades ilícitas. Ao conhecer GMM, senti-me como Neo quando se apercebe que Morpheus é de carne e osso e o convida para conhecer o Matrix e fazer parte do mundo "real". Não que eu seja "the chosen one", ou que consiga esquivar-me de balas em "slow motion" (embora, na realidade, também nunca o tenha tentado) ou que consiga engatar gajas com a pinta "latex-catsuit" da Trinity. E não que GMM seja um "negão" cheio de pinta sempre disponível para um kung-fuzinho ao fim da tarde e que nunca dispensa a gabardine e óculos escuros. E, bem, não nos conhecemos no âmbito de uma perseguição diabólica mas sim numa pós-graduação na Católica. Mas confesso que, enquanto trocávamos impressões sobre o Teorema e sobre o que nos motivava a escrever e a participar na Era dos Blogs, mantive-me sempre atento à possibilidade de surgir inesperadamente algum Agent Smith (na forma, por exemplo, de algum Sócio Malvado dos nossos respectivos escritórios ou do Eng.º Sócrates a anunciar espalhafatosamente o choque tecnológico) no horizonte para que Morpheus, ou melhor, GMM, e eu pudéssemos sacar das nossas Magnum .38 e liquidá-lo devidamente (não sem antes termos proferido uma frase cool, do tipo "dodge this, asshole", e termos destruído metade dos pilares da Universidade).
Será que são os efeitos secundários de ser-se blogger? Or is it just me?

E diz o roto pró nu...

Eu acredito!