segunda-feira, outubro 03, 2005

Lugares (muito) comuns


Inês Pedrosa, cuja farfalhuda escrita já me vinha fazendo confusão há muito tempo, confirmou os meus piores receios. Empregou aquela frase "panaceia" que qualquer aluno do 10º ano de Filosofia com média de 11, adora empregar nas aulas, ao discutir a problemática da ética humana. Todos a conhecem. É foleira e reza assim:

"A minha liberdade acaba, onde começa a liberdade dos outros"

Felizmente há poucos anos esta tonteria teve um contra-arguento simples, prático e poderoso, para a mentes mais simplificadoras. Tal exemplo foi-nos oferecido pelo senhor Armin Meiwes, mais conhecido pelo "Canibal Alemão". O senhor Meiwes comeu outro ser humano chamado Bern Juergen Brandes, o qual, no pleno uso da sua liberdade e dando largas à sua vontade individual se voluntariou para ser devorado por outro ser humano. O anúncio publicado por Meiwes pedia jovens entre 18 e 25 anos explicitando seu objetivo de consumir sua carne.
O pênis e testículos da vítima foram consumidas quando ele ainda estava vivo acompanhado de vinho branco.


E tudo sem invadir a liberdade dos outros...

Onde é que está o problema?