segunda-feira, abril 18, 2005

Tentação ou Pura Diversão?

Este fim de semana, seguindo a rotina que já remonta aos tempos do liceu, fui sair sábado à noite.
Até aqui tudo normal. Após algumas horas a jantar num restaurante do Bairro, lá fomos todos para o Garage (ou Check In, como queiram), que também se apresentava como é costume, ou seja, com muita gente gira e a Ordem em peso - sim, porque lá a ratio não é de 1 advogado para 450 leigos, mas talvez de 1 para 4,5!
Decidi ir, pois ao contrário de muitos amigos meus que entendem que "não se justifica, e até é perigoso, ir a discotecas quando se tem namorada (pelo menos quando ela também vem...)", faço parte daquela minoria que acha que mesmo estando engaged nos podemos divertir à brava. E a verdade é que até me tenho divertido muito, mas confesso que cada vez percebo mais aqueles que quase só saiem quando estão sozinhos, mais que não seja por ser essa a ideia que é vendida pelos próprios colaboradores das casas nocturnas.
E digo isto porque, a dada altura enquanto esperava por uns amigos que estavam tentar a entrar, decidi tentar apressar o processo, pedindo ao segurança que controla as entradas (não utilizo a palavra porteiro porque a acho demasiado simpática para definir aqueles senhores) para deixar entrar uma das meninas que estava lá fora, e as suas amigas, uma vez que era a minha namorada e eu já estava lá dentro. Pouco comovido com o meu argumento solitário e com um sorriso entredentes, o segurança respondeu-me "não se preocupe com isso, tem muita mulher por onde escolher aí em cima, não precisa da sua..." E a verdade é que tinha mesmo, ou não fosse o Garage, com o pretexto de se ir dançar, um dos melhores sítios para se observar a nata da juventude feminina lisboeta, com pouca roupa!
A fronteira entre a tentação e a pura diversão torna-se muito ténue, daí que o sexo masculino, forte para muitas coisas, mas fraco para outras (podemos guardar este tema para um outro post) muitas vezes deixe de frequentar discotecas: é um tipo de medicina preventiva.
Mas ainda assim não nos esqueçamos que estamos num país de brandos costumes, onde apesar de tudo ainda há algum pudor e decoro por parte da maioria das meninas da noite e que grande parte delas pretendam apenas, tão-somente, dançar. Mas o que seria dos portugueses comprometidos se de repente se vissem num ambiente típico de uma discoteca ou casa de forró em pleno Brasil??

Com esta me fico, deixando só um sincero muito obrigado a todos os pitagóricos pelo convite que me fizeram para pertencer a este magnífico projecto!!